

Nham, nham, nham! Vamos falar sobre comida? Porque, claro, comida também é cultura!
Vocês conhecem ou já ouviram falar da Gallette des Rois? Para os que já conhecem très bien e para os que não conhecem vou tentar contar um pouco da história desta espécie de bolo muito apreciado pelos franceses.
A Gallette dês Rois é uma espécie de bolo, que como Panettone sempre aparece na época do Natal.
A Gallette é feita para a Festa de Reis (Rois=Reis) e traz com ela uma tradição bem interessante. Antes da industrialização em larga escala, a Gallette era feita em casa e momentos antes de ser colocada para assar “recebia” um grão de arroz ou um caroço de milho ou feijão na massa. Após assada a diversão era encontrar o “brinde”. Quem o encontrasse seria o Rei ou a Rainha do dia. Hoje com a industrialização a Gallette é vendida nos Supermercados e ao invés do grão de milho há agora um “mini-rei” de brinquedo. Quem o encontra continua sendo Rei ou Rainha, podendo agora convidar, geralmente um namorado ou namorada em potencial, para ser consorte (nas caixas onde são vendidas tem até uma coroa para oferecer ao”consorte”).
Essa conversa me deu fome!
Vou ficando pro aqui!
Au Revoir!
(Por Ingrid)
Salut!
Olá!
Bom, como este é o ano da França no Brasil, meu primeiro pensamento foi mostrar um pouquinho da cultura francófona que muitas vezes desconhecemos. Afinal, a França não é apenas pão e Torre Eiffel.
Em se tratando dos países de língua francesa, a primeira lição é: NUNCA trate um francês por você (a não ser que você já o conheça ou tenha com ele alguma amizade). Diferentemente daqui onde a todo momento somos “meu bem”, “coração” ou “minha flor”, nos países francófanos a toda uma questão de respeito e polidez (não que eu ache “coração” uma forma desrespeitosa).
Para os franceses a educação vem em primeiro lugar e, por isso, por educação, sempre se trata um desconhecido ou alguém com quem não se tem intimidade pelo pronome da segunda pessoa do plural: vous. Um pergunta simples do tipo: “Como vai você?” deve ser feita de forma mais polida, respeitosa: “Comment allez-vous?”.
Então, já sabe. Quando estiver em Paris, nos Champs-Élysées ou na Avenida La Croisette, em Cannes, nunca aborde um desconhecido com um “Mon Chére / Ma Chérie”. C’est la mort!
Acho que por hoje é só isso até porque já falei demais.
À bientôt! Até logo!
(Por Ingrid)


''''Versão Brasileira: Herbert Richers''''. Que pessoa, assistindo a filmes dublados na televisão ou no cinema, não se lembra dessa locução, dita logo no início da exibição de filmes estrangeiros com dublagem nacional? O dono da fábrica de vozes mais famosa do Brasil faleceu hoje no Rio de Janeiro, devido a problemas renais.
Nascido em Araraquara, interior de São Paulo, em 11 de março de 1923, Herbert Richers mudou-se para o Rio em 1942. Em 1950, criou a Herbert Richers S.A., uma das pioneiras no ramo de dublagem de filmes e seriados no Brasil. Richers encarou esse filão desejoso de sanar uma questão: àquela época, os filmes e séries estrangeiros eram exibidos na TV com som original e legendas de baixa qualidade. Recorrendo a um grande amigo - um tal de Walt Disney -, Richers foi introduzido à prática da dublagem, muito popular em solo americano.
Vários trabalhos foram feitos pela empresa de Richers, como a dublagem dos desenhos Animaniacs, Scooby-Doo,Thundercats; dos seriados Friends, Barrados no Baile, Alf - o ETeimoso; e dos filmes Máquina Mortífera (toda a franquia), O Poderoso Chefão, Stallone Cobra, dentre outros filmes.
Apesar de ter o nome estritamente relacionado às dublagens, Richers também era produtor de cinema. Na sua ficha cinematográfica constam produções nacionais como Meu Pé de Laranja Lima (1970) e O Assalto ao Trem Pagador(1962), além da adaptação para o cinema do livro Vidas Secas (1963), de Graciliano Ramos. Como produtor, a sua última atuação foi em Ana, a Libertina, de 1975, do diretor Alberto Salvá.
Hoje, a Herbert Richers S. A. é uma das maiores empresas no ramo de dublagem: 70% dos filmes dublados exibidos no cinema são da empresa. Ao todo, são 150 horas de filmes dublados por mês.
DIÓGENES MUNIZ
editor de Multimídia da Folha Online
O encontro com Walt Disney
"Cinema é oxigênio"


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